Quem se lembra do título da redação da prova de português?
"CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU"
Lembro também que perguntaram se a palavra "viandante" era formada por justaposição ou aglutinação.
Hoje, dia 16 de Julho de 2010, fazendo um frio repentino em pleno Rio de Janeiro, acendeu-me a memória e resolvi postar para todos, para ajudar a exercitar nossas mentes, que nesta fase da vida já começam a dar seus indícios de falhas mecânicas.
Lembro-me das formaturas matinais no pátio atrás da pérgula, que sentíamos aquele vento frio desgraçado, cortando o rosto como se fosse uma gilete, e que nem a "merda" na cabeça, por baixo do "bibico", dava proteção desejada. Era de doer os ossos da face e penetrava até a alma, e o que a gente falava de palavrão, ninguém imagina.
Quem não se lembra da preposa em 69, sem o reboco, parecendo estrutura bombardeada? Naquele visual desciam os imensos canos coletores das águas de chuva. O sem-dinheiro 31-465 viu naquilo uma perfeita antena para os pseudo rádios. Uma gilete velha, toco de grafite, duas bobinas confeccionadas de fios de cobre achados nos restos de fiação telefônica (os mais antigos lembram-se que as linhas tlf eram montadas em pares de fios envoltos em papel oleoso como isolante, mais tarde encapados em plástico) montadas uma sobre a outra, caixa de fósforos vazia, um diodo OA 79 (dos tempos de guaraná com rolha, nem existe mais) servindo de filtro de RF e retificador, um fone de ouvido tipo chupeta de alta impedância e muita paciência.
Aluno passava (e ainda passa) por cada situação...
