Hoje, dia 16 de Julho de 2010, fazendo um frio repentino em pleno Rio de Janeiro, acendeu-me a memória e resolvi postar para todos, para ajudar a exercitar nossas mentes, que nesta fase da vida já começam a dar seus indícios de falhas mecânicas.
Lembro-me das formaturas matinais no pátio atrás da pérgula, que sentíamos aquele vento frio desgraçado, cortando o rosto como se fosse uma gilete, e que nem a "merda" na cabeça, por baixo do "bibico", dava proteção desejada. Era de doer os ossos da face e penetrava até a alma, e o que a gente falava de palavrão, ninguém imagina.
Sei que não foram todos, mas muitos como eu souberam apreciar, muitas vezes, o crepúsculo lindo que Deus nos presenteava, sentados à beira do laguinho ao pé do mastro da bandeira. Nos finais de semanas que não podíamos sair, ou por punição, ou por falta de dinheiro. Ficávamos meditando, pensando na família ou na namorada e curtindo aquela paisagem maravilhosa. Um entardecer dos mais lindos que já vi até hoje.
Pelo menos tínhamos alguma coisa boa naquela cidade, fora o chopp e a pizza no castelo, e ainda o almoço no "Cacareco" (PF). Bons momentos na memória fazem bem ao corpo e à alma.
Há muito tempo, tenho esta vontade de externar meu sentimento de agradecimento a todos os colegas de PREP e AMAN, que me conheceram e fizeram parte da minha trajetória de formação para Oficial Militar do Exército. Tenho, sim, orgulho e felicidade de ter tido mais colegas, do que a maioria que completou o "Curso Rápido", por ter feito o "Curso Completo"("Rep" na PREP e "Rep" na AMAN). Graças a Deus fiz muitos amigos, mas sei que existiram os "não muito amigos", e a esses peço minhas desculpas por minhas falhas e más interpretações em meus pensamentos. Infelizmente, não segui a carreira e assim não tive a oportunidade de encontrar-me com muitos, como seria o óbvio.
Quem não se lembra da famosa alusão à querida cidade de Campinas?
"Quem nasce em Campinas
cidade pequena, porém absoluta,
tem futuro garantido, se é homem..."
Era 1970, num final de semana em que estava ocorrendo a NAE, no Colégio Naval em Angra dos Reis (RJ). Os atletas que lá estavam podem lembrar alguma coisa, mas, o mais pitoresco foi depois.
Gosto de lembrar das "peladas"(futebol) que jogávamos naquele barro vermelho, atrás da pérgula, em 69. Poucos "bichos" conseguiam uma vaguinha, mas lembro muito bem que eu e o Pires não desistíamos e nem nos intimidávamos com os veteranos, pois éramos "securas" de bola. Com isso, conseguimos entrosamento e respeito com eles. Modéstia à parte, jogávamos um futebol direitinho. O difícil era depois tirar aquele barro dos pés, no banho gelado e ainda chegar a tempo para o rancho.
Quem não lembra do "Coral", regido pelo pequeno "GRANDE" Picinini, que fazia toda a Escola rir, com as apresentações, meio às escondidas, que marcaram nosso tempo. Ainda hoje, lembro parte de uma das músicas, que era paródia do Coral dos Bigodudos, uma cena de um programa humorístico da época, na televisão:
Tim tim tiririm tim tim,
Tim tim tiririm tim tim
Peguei, soltei, chacoalhei, guardei,
Tornei pegar, chacoalhar, guardar,
Tornei guardar no mesmo lugaaaaaar.
Vida minhaaaaaaa.
Sei que muitos colegas não conheceram a verdade até hoje; então, aí vai a história, contada pelo próprio autor do episódio.