Blog de Flavio MPinto

Aos nossos Instrutores

               Quando se reúnem velhos companheiros, mesmo à distância, como pela Internet, se faz presente o mesmo espírito que os levou a reunirem-se no início da caminhada.
Hoje relembramos aqueles tempos com saudades.

As brigas com o "Casa Velha", ou, aos Mestres com carinho.

              Quando o mestre é rígido na cobrança de seus ensinamentos, o aluno normalmente chia. Sem conhecimento de causa, evidente, pois não tem a ideia do objetivo do mestre. Este sabe bem onde quer chegar.

A "dureza" de ser atleta acadêmico - fato histórico

           Se hoje ser um atleta de destaque no Exército é motivo de orgulho e de algumas “regalias”, particularmente na EsPCEx e na AMAN, com técnicos especializados acompanhando, rancho em horário diferenciado e com muitas melhorias, ganho de uma bonificação no grau de Educação Física e outras mais, imaginemos antigamente em Realengo como eram tratados. Ficavam descansando para e após os treinamentos. Aulas, algumas matérias, nem pensar. Era assim.

O "Especial" (um pouco da AMAN)

          O "Especial", ou os "Especiais", eram os ônibus fretados pelos próprios cadetes, tendo como destino semanal cidades próximas, como Rio de Janeiro e São Paulo e, nos grandes licenciamentos, os locais mais distantes, como o gauchal e o aratacal. Estes, quando retornavam do seu destino, eram premiados com o dobrado "QUATRO DIAS DE VIAGEM", na formatura geral do dia seguinte ao término do licenciamento, geralmente às segundas-feiras. Que "vibração e alegria" voltar do licenciamento! Arre!!!
          Levavam, para o merecido lazer semanal, quem possuía residência paterna próxima e muitos ”laranjeiras” a reboque.

A nova lei da Física

            O fim de semana do aluno da Prep se encerrava com uma pomposa revista do recolher no alojamento. Todos à retaguarda da cabeceira de sua cama e, por fim, a apresentação ao Oficial-de-Dia. Após o pronto, toque de silêncio, apagava-se a luz e... sono. Pelo menos era assim.
          Num determinado domingo, aguardando a revista, o alojamento estava em polvorosa: eram 250 alunos falando ao mesmo tempo, o Sargento-de-Dia mandando fazer silêncio e nada, cada um contando o que fizera no fim de semana. Os laranjeiras babando enquanto os que moravam em localidades próximas "pagavam" seus mistérios.....
          Chega o Oficial-de-Dia com sua varinha batendo no chão: Toc, Toc, Toc e chama o responsável.

A senha "Jacaré"

          Esta é uma das histórias mais conhecidas da EsPCEx. Estávamos em pleno inverno campineiro, em instrução militar na Fazenda Esperança, no Jardim Chapadão.

Hit Parade

          Aqueles tempos passados na Preparatória de Campinas deixaram saudades. Desde os primeiros dias dos covardes peitômetros e chulipas, aos "Crepúsculos" na biblioteca, tudo é lembrado. Da "Loira Rép", uma figura feminina mitológica que, dizem, sabia mais sobre Armamento do que muito aluno, o estudo obrigatório noturno, o Concreto Beach, a NAE, na qual os alunos do Colégio Naval eram as eternas fontes de gozação, não só nossa como também dos da EPCAr de Barbacena. Era a compra sagrada do "Estadão", antes de um acampamento na Fonte Sônia: servia para forrar o chão da barraca e tapar o esconderijo do Biotônico, não é, Iberê?

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