No acampamento em finais de novembro de 1969, a única coisa que o primeiro ano fez foi marchar para tudo o que é lado. Enquanto isso, o segundo ano (68) era aprisionado, desprovido de qualquer roupagem, em um campo de concentração com cercas eletrificadas. Se aproveitando da situação e tirando recalques como sempre, o pessoal do terceiro ano (67), aquela turma que todos conheciam muito bem; debocharam e humilharam ao máximo seus colegas do segundo ano. Ao jogarem uma granada lacrimogênea no campo de concentração tiveram uma surpresa. Alguém do segundo ano pegou a granada e atirou de volta em cima dos oficiais e alunos do terceiro ano, o que levou o atirador a ficar com a mão toda queimada.
Em 1971, quando estava na 3ª Cia, o Abraham me encontrou pelo caminho e, rindo muito, me contou: “Rogério você não vai acreditar, tem um Bicho na companhia que não perde uma discussão, ganha todas, é a maior comédia”. Escutei aquilo e não me alonguei muito na conversa.
Sempre que algum colega comentava o assunto referente ao turismo em Viracopos, logo se formava uma rodinha em volta dele interessadíssima no assunto.
Como o grupo de alunos que se mandavam da Escola Preparatória nos Licenciamentos era muito grande, alguns alunos do 3º Ano faziam uma lista para serem preenchidas com os nomes dos interessados para fazer a locação de ônibus da empresa Viação Cometa. Principalmente para as cidades do Rio, Belo Horizonte e Curitiba. Os nostálgicos “Especiais”.
De repente, senti meu corpo levitar, a sensação de que eu me encontrava em um tapete voador percorre todo meu corpo. Escuto um burburinho muito longe. Muita gente falando ao mesmo tempo. Flashes de luzes pipocando em minha vista. Com muito esforço tento abrir os olhos e apurar o ouvido para entender o que nesse momento já eram gritos histéricos. “Briga na cidade, briga na cidade”, gritavam todos os colegas em coro uníssono.
Parece que foi ontem. Em meados de 1967 quando nos conhecemos no Curso Seixas.
Nossa amizade foi rápida. Em poucos dias eu já pedalava por quarenta minutos para chegar à sua casa nos fins de semana, quando não era você a me visitar.
Montamos um grupo de estudo até para os fins de semana. Durante a semana, quando não tínhamos aulas, às vezes ficávamos passeando nas barcas Rio-Niterói, indo e voltando do Rio para podermos ficar estudando em um ambiente diferente.
Pombo - Erthal 438
Apesar de eu ser uma "Avis Rara Voadora", meu apelido foi criado em uma aula de português na A-8, quando o professor Pinheiro começou a explicar a origem dos nomes. Por exemplo, seu pai por ser muito alto e magro, passou a ser conhecido como pinheiro por todos, e, ao nascer seu filho, ele colocou Pinheiro no sobrenome.
O professor Pinheiro pediu para que eu me levantasse e declinasse a origem do nome pombo, imediatamente declinei:_ Palumba _Palombo_ Poombo_Pombo.
No mesmo instante, o Santa Cruz começou a arrulhar, o que foi suficiente para toda a turma começar a arrulhar também.
Cachorrele - Santa Cruz 260