Blog de Rogerio Erthal pombo

A origem dos apelidos ( I )

Pombo - Erthal  438

Apesar de eu ser uma "Avis Rara Voadora", meu apelido foi criado em uma aula de português na A-8, quando o professor Pinheiro começou a explicar a origem dos nomes. Por exemplo, seu pai por ser muito alto e magro, passou a ser conhecido como pinheiro por todos, e, ao nascer seu filho, ele colocou Pinheiro no sobrenome.
O professor Pinheiro pediu para que eu me levantasse e declinasse a origem do nome pombo, imediatamente declinei:_ Palumba _Palombo_ Poombo_Pombo.
No mesmo instante, o Santa Cruz começou a arrulhar, o que foi suficiente para toda a turma começar a arrulhar também.

Cachorrele - Santa Cruz 260

A origem dos apelidos ( II )

Coelhão - Henriques 442

O Henriques é aquele cara tranquilão, calmo e dócil. E seus atributos físicos são de ser magrelo, muito alto, branquelo e com as orelhas um pouco proeminentes. É claro que não poderia ser chamado de palmito, daí o apelido de Coelhão.

Bobina - Durães 417

O Durães é aquele arataca que está sempre de bem com a vida, sempre sorrridente. Mas fala enrolado prá chuchu e muito rápido. E acredito que o apelido foi dado em uma aula de física, onde estudamos solenóides e bobinas.

Véia - Vargas 434

A corrida

               Em 1970, todos os alunos do 2º ano se reuniram na entre-alas do rancho para uma corrida externa, comandada pelo Cap. Bianchi.
               Logo no início da corrida êle deu o comando de correr à direita e, em seguida, correr em frente e, ao chegar no pátio principal, veio outro comando de correr à direita e logo correr em frente, ao chegar no Corpo da Guarda novamente correr à esquerda e correr em frente. Na guarita da escola, tudo novamente.
E asssim foi o tempo todo, por um período maior que uma hora, quando corremos por todo o bairro do Castelo.

Avançar para o rancho!

                No primeiro plantão que eu tirei na Ala, me investi de autoridade e comecei a gritar para os alunos da 3ª Cia: acelera a ida para o café da manhã.
                Lá vai o pombo para lá e para cá gritando: Avançar para o rancho, avançar para o rancho!
                Em um determinado momento, o Dal Belão ( Dal Bello mais velho, o do 3º ano), gritou comigo: Bicho, vai gritar lá na pqp, sai daqui.

O misto-quente

               O veterano para o bicho:
               - Bicho, pega esse dinheiro e vai lá no Castelo comprar um misto-quente para mim.
               O bicho para o veterano:
               - Mas até eu chegar aqui, o misto já esfriou! (naquela época, o termo ainda não era de grande domínio público).
               O veterano:

A fita adesiva

            Na A-8, eu sentava na carteira da 2ª linha da 2ª coluna, da janela para a porta.
               À minha frente sentava-se o Hermenegildo Santa Cruz Filho (260), conhecido como Cachorrele.
              No meio de uma aula, êle vira-se para trás e fala baixo, com aquele jeito de cachorro Buldog: "POMBO, ME PASSA A FITA ADESIVA".
               Peguei a minha fita e entreguei a êle imediatamente, pois eu não poderia negar nada para um repetente.

O Pombogaio e o Véia

               No segundo semestre de 1969, descobri a localização do Professor Pardal da 3ª Cia, chamava-se Otacílio, famoso "Gatão".
               Sempre que podia, eu fazia uma visitinha para saber das novidades. Gatão comprou um ebulidor para fazer cafezinho, lá vai o pombo e compra um também. Gatão apareceu com um gravador, lá vai o pombinho atrás de um gravador também.  
               O meu armário ficava na 2ª ala do lado direito da Cia, mais ou menos no meio do lado esquerdo, meu vizinho do lado direito era o Vargas (434), também conhecido como "Véia".

A tampinha da caneta

               Lá pelos idos de 1969, na noite de um domingo sinistro, estava eu com um bando de c.d.f. sentando o gagá na A-8. Completamente alienado, limpando a todo momento o meu canal auricular, mantendo lubrificada a caneta do Saldanha, de vez em quando ficava mexendo na tampinha trazeira da mesma e tome limpeza novamente.
           De repente, ao olhar para a caneta, percebo que a mesma se encontrava sem a tampinha trazeira. Em pânico, dou ciência imediatamente ao proprietário da mesma, fazendo um relato do fato ocorrido. Sou levado pelo Saldanha e mais um colega que não me lembro quem foi à enfermaria da Prep.

A ceia do brochante

Até hoje ainda tenho duas canecas para tomar KAOL, por incrivel que pareça estou até com saudades dessa ceia nos intervalos do gagá.

Desmaio do Gabirú

          Não sei se vocês se lembram, foi em uma aula de química (era um prof. civil, não me lembro o seu nome), o José Mansur Rifan Zaine, figura raríssima, também combinou com um grupo da turma que iria se levantar rapidamente com a mão esticada para fazer uma pergunta, imediatamente iria dar um rodopio e fingir um desmaio e não deu outra, já tinha uns quatro esperando êle desmaiar. Foi uma correria só para levar o Gabirú para a enfermaria; logo após a aula lá vem o Gabirú reclamando prá diabo que tinham furado êle com três injeções, provavelmente vitamina C, glicose e sei lá mais o quê.

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