Blog de Valério Monteiro

Acerto de contas

                  O tempo vive de brincar com as pessoas, ora tentando empanar as boas recordações, ora teimando em colocar as imagens diante de nossos olhos, como a dizer: e aí, vai fugir do passado?

Ataque cruel e fatal

               De minha postagem anterior, citei os grupos em teste que transitavam em circuito cheio de estrepolias e emoções, dignas de um filme de ensaio de guerra. Gente chegando, tiroteio, alguns palavrões e prosseguimento do percurso.

Guerra de mentira ou de verdade?

               Eu, audaz guerreiro repeteco, fui convocado pelas hostes superiores para compor um grupo seleto de tocaiadores de incautos protoinfantes, em luta contra um inimigo terrível. Bem, recebi ordens explícitas de atacar insidiosamente qualquer grupo que passasse em determinado espaço de terreno. Parecia um campo de futebol, em plena área de manobras. Função boa, aquela. Me postava atrás de um rochedo e esperava, na moleza, a aproximação dos servis de um tal Antônio Sampaio, nascido no nordeste e que meteu charuto nos paraguaios metidos a besta. A dita ação tinha lá suas peculiaridades: fazia parte do esquema de avaliação, algumas estudantes de Psicologia de uma faculdade de Campinas.

Afastamento compulsório

               Agora hà pouco, nesse 26 de dezembro, sem muito o que fazer, a não ser rever fotos das turmas e me deparo com uma da Turma A-8, de 69. Lá num canto, aparece o Oliveira Freitas, gaúcho pavio meio curto. Nas legendas, o autor da foto não soube do destino exato do sulista, se foi desligado ou se pediu desligamento.

Os PQDs

               Saí do EB, em 1972, e fiquei um ano fora, morando em Campinas, enquanto me preparava para concursos, na busca de me encontrar na vida.

Final de ano

               Estamos fechando mais um ano. Se foi de grandes realizações ou não, isso deve ficar para trás. Como para trás ficam as poeiras. Encaremos o que vem pela frente, independente de governantes, promessas, temores e ameaças.

Conjunto "Os Marginais"

               Nós, da Primeira Companhia de Alunos, tivemos a primazia de ter um "brilhante" Cmt Cia, um luminar de alcunha Flávio Acauan Fernandes. Dentre as peculiaridades do dito cidadão, podia se destacar o ódio que nutria pelos cariocas, paulistas e nordestinos que, muito tempo depois, vim a saber os motivos.

Futebol proibido

               Em 1970, realizando o aperfeiçoamento do primeiro ano, juntamente com mais vinte e tantos desgarrados na A-9, tínhamos por tarefa, além da dedicação ao estudo, buscar novas aventuras dentro dos muros da EsPCEx. Sabia-se e muito bem que o futebol de salão era esporte proibido ou restrito, nem tenho o termo certo, por causar seguidos danos físicos face à virilidade como era praticado. Rep que é rep tinha que aprontar e lá fomos nós, desbravadores sem temores, para uma partida noturna na quadra, após a revista, sem a óbvia autorização superior.

Alemão Otto

               Nós da 3ª Cia Al, em 69, tínhamos tudo para sermos tachados de cobaias. Um grande instrutor, num momento de probidade e explosão de honestidade celestial, resolveu que ninguém mais usaria o cadeado nos fechos dos armários. Muito bela e filosófica a idéia do homem: se não se confia no colega, não deve servir no conjunto, portanto a confiabilidade deve ser externada diuturnamente. Bom, a resultante, pelo menos para mim, foi desastrosa. Meu sabonete, o creme dental, papel higiênico (ou melhor - o PC) se evaporavam sem deixar rastro.

Coquetel Molotov

               Nestes dias passados vi, na telinha, o programa Hiper Tensão.

               Logo na primeira edição, para a turma dos desesperados, havia uma prova que me fez recordar dos áureos tempos. Uma misturança de porcarias de toda ordem: sangue, banana, fígado cru, vermes e mais outras delícias trituradas num liquidificador e oferecidas aos concorrentes.

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