O ensino preparatório do Exército Brasileiro surgiu no ano de 1939, com a transformação do Colégio Militar de Porto Alegre em Escola de Formação de Cadetes.
No ano de 1940, o Interventor Federal do Estado de São Paulo, Fernando de Souza Costa, preocupado com a reduzida representação paulista no Exército Brasileiro e a grande procura de jovens de seu Estado pela carreira militar, realizou gestões junto ao Ministro da Guerra para viabilizar a implantação de uma escola preparatória de cadetes no Estado de São Paulo.
A ideia foi muito bem acolhida pelas autoridades civis e militares, que criaram a Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo por meio do Decreto-Lei nº 2584, de 17 de setembro de 1940.
Como não era possível construir um prédio em poucos meses para abrigar o recém-criado estabelecimento de ensino, o Governo de São Paulo ofereceu um imóvel em fase de acabamento, localizado na antiga rua da Fonte, atual Adma Jafet, nº 91, no bairro da Bela Vista, no edifício onde hoje existe o Hospital Sírio-Libanês.
Em 1944, o Governo de São Paulo adquiriu o terreno da Fazenda Chapadão, em Campinas, e responsabilizou-se pela construção de 2/3 da nova Escola.
Decidido o local de instalação definitiva da Escola, o projeto, em estilo colonial espanhol, foi idealizado e conduzido pelo arquiteto Ernani Do Val Penteado.
No dia 23 de janeiro de 1959, a sede da Escola era transferida para a cidade de Campinas, passando a se chamar Escola Preparatória de Cadetes de Campinas.
A partir de 1961, com a extinção das Escolas Preparatórias de Fortaleza e de Porto Alegre, a Escola Preparatória de Cadetes de Campinas tornou-se a legítima depositária das tradições do ensino preparatório da Exército Brasileiro.
No ano de 1967, quando ainda estavam em curso as obras de acabamento do magnífico prédio, a Escola passou a ser chamada de Escola Preparatória de Cadetes do Exército.
Em 1990, atendendo a implantação de um novo modelo de ensino preparatório idealizado pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército, este modelar estabelecimento de ensino militar passou a oferecer somente o 3º ano do 2º grau (atual Ensino Médio).
Anualmente, através de um concurso público de âmbito nacional, a EsPCEx realiza a seleção de jovens que aspiram à carreira de oficial combatente do Exército Brasileiro. Ao término de um ano de estudos, o aluno aprovado recebe os Certificados de Conclusão do Ensino Médio e de Reservista de 2ª Categoria, e conquista o direito de ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras, onde estudará por mais quatro anos, para depois ser promovido ao posto de Aspirante a Oficial do Exército.