O tempo passado

imagem de Otacilio - Gatão

                Uma curiosidade interessante é o tempo passado pelos alunos para concluir o curso da EsPCEx. Esse tempo variava de um ano até pouco mais de quatro anos.
               Um ano era apenas o tempo que nossos amigos oriundos dos Colégios Militares normalmente passavam já que eram matriculados no terceiro ano. Aqueles amigos eram carinhosamente chamados pelos que já se encontravam na escola, de PQDs ou Bombeiros (pela cor da boina e da calça do uniforme com que se apresentavam ao chegar à Escola). Os PQDs que repetiam o ano teriam mais um ano para se formar, completando então dois anos.
               Aqueles que por aprovação em concurso eram matriculados no primeiro ano e não repetiram, formaram-se com três anos.
               Já os que entrando no primeiro ano repetiram um deles completaram seus quatro anos na escola. Mas, se ficaram de segunda época justamente no terceiro ano, aí tiveram mais um tempo para desfrutar da Escola e da então 13ª maior cidade do Brasil, se conseguissem se ausentar das salas de aula ou do Salão Osório.
               Eu tive essa experiência. Matriculado em 18 de março de 1968, no curso que encerrou-se no dia 18 de dezembro de 1971, repeti o primeiro ano e por ter ficado de segundona em Matemática no terceiro ano, fui concluir junto com mais alguns, apenas no dia 7 de fevereiro de 1972. E o diploma de conclusão do curso foi preenchido apenas em 16 de abril de 1974 e remetido a mim quando já na AMAN.
               Pude verificar esses dados após ter visto o diploma que o grande amigo Pombo publicou neste Site e vasculhando meus guardados de muito tempo atrás, lá encontrei também o meu Diploma, que foi preenchido em máquina de escrever e não em letras  góticas como era o normal.
               Aliás, sobre o Pombo, estou pra ver quem possui maior capacidade para lembrar-se de fatos e causos de nossa época de Prep. Em apenas uma conversa pessoal com ele percebi que se for contar tudo que se lembra do período passado na EsPCEx, dará para escrever um livro. Sei que com seus afazeres atuais pouco tempo sobra diante do computador, mas certamente ainda leremos muita coisa vinda daquela fonte inesgotável de lembranças. Aquele abraço fraternal meu amigo Rogério Erthal.