O catanho é um tipo de refeição de emergência, utilizada por militares do Exército em viagens de curta duração ou em missões rápidas. Consiste, basicamente, de um ou dois sanduíches de queijo e/ou mortadela, algum tipo de fruta, um ovo cozido, um pacotinho de sal, uma fatia de um doce podendo ser goiabada ou marmelada (apelidado de "mariola"), uma barra de chocolate e uma embalagem lacrada de refresco, suco ou refrigerante. A água é sempre a do cantil.
Todavia, o catanho, em sua forma mais comum e rústica, consistia de farinha de mandioca torrada, pedaços de carne seca e uma fatia de goiabada, acondicionados em sacos de pano grosso, dispensando-se o uso de talheres e devendo ser consumido juntamente com a água do cantil para aumentar a sensação de saciedade.
Durante a Campanha de Canudos, as tropas careciam de apoio de alimentação durante as longas jornadas de marcha, pois o Exército ainda não dispunha do sistema operacional de logística e muito menos de um eficiente serviço de aprovisionamento de campanha.
O Ten Cel Moreira César, Comandante da terceira expedição a Canudos, também conhecido como o corta-cabeças ou o treme-terra, incumbiu o segundo oficial mais antigo da expedição, o Ten Cel Pedro Nunes Tamarindo, Comandante do 9º Batalhão de Infantaria, de realizar estudos para suprir as tropas durante o longo deslocamento.
O Ten Cel Tamarindo, por sua vez, determinou a um militar de nome Catanho, não se sabe ao certo que posição hierárquica este militar ocupava, a missão de confeccionar um cardápio com os gêneros existentes no momento, principalmente farinha e carne seca, de forma que pudesse ser acondicionado em bornais e, em seguida, distribuída aos soldados. A refeição agradou tanto o paladar dos soldados que estes resolveram batizá-la de catanho (autor desconhecido).