Foi em um jogo de futebol de salão (ainda não era Futsal, como hoje é chamado) realizado em 1970, no Ginásio do Taquaral em Campinas, contra o Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ). A partida fazia parte da preparação da equipe da EsPCEx para a competição da NAE (Naval, Aeronáutica e Exército), jogos contra o Colégio Naval e a EPCAr.
Entre outros, faziam parte da equipe: Gama, Fernando (Mirassol) já falecido, Lonthfranc (Jacaré), Ferreira Pinto, Jucá (também falecido) e outros companheiros.
Em determinado momento do jogo, o Simões (Cavalão), que era grande e muito forte, foi expulso por jogo violento. O juiz, que era o Cap Campos, oficial do Colégio Militar, ao tempo que expulsava o Simões foi para cima dele, até que o atleta ficou pressionado entre o alambrado e o juiz. Nervoso por ter sido expulso e pela forma como estava sendo pressionado, Simões desferiu um violento chute na "região-baixa" do juiz-capitão.
No ginásio estavam a torcida do CMRJ em menor número e a da Prep, em número muito maior. Era uma briga iminente entre torcidas e, provavelmente, entre jogadores, com consequências inimagináveis.
Nesse momento, o Cel Milton Paulo Teixeira Rosa (Cebolinha), comandante da Prep, foi ao centro da quadra e comandou: - "Escolas, Seeeentido"!!! - de viva voz e conseguiu controlar a situação.
Soube-se mais tarde que queriam desligar o Cavalão mas, com o pedido das esposas dos oficiais, a coisa não evoluiu.
Vale ressaltar que eu, antes de começar o jogo, alertei o Cap Garlipp, que era o nosso técnico, que o juiz podia até não estar bêbado, mas que estava com um bafo de "cana" violenta, isso estava. Mas o Garlipp, como capitão, não deu muito bola e deu no que deu.
O Colégio Militar acabou vencendo a partida.
Outra coisa ligada ao evento e que aconteceu muito tempo depois, quando eu já era 1o Ten e servia no BPEB, Brasília. Nós tirávamos serviço no CMP e jantávamos no Esquadrão de Cavalaria, no Setor Militar Urbano. Um belo dia, eu fui jantar e deparei-me com um Coronel (ou TC) que também fazia sua refeição lá. Para minha surpresa, tratava-se do antigo Cap Campos, juiz do jogo da briga em Campinas. Perguntei se ele não era do CMRJ em 1970 e se ele não tinha apitado um jogo que acabara em confusão. Ele confirmou e queria saber como eu tinha conhecimento de tantos detalhes. Respondi que eu era um dos atletas da Prep. Aí ele me deu a sua versão: ele havia saido e tomado algumas cervejas e outros tragos, acho que foi na Torre ou Castelinho. Quando chegou ao ginásio, soube que o juiz escalado tinha faltado e ele recebeu a missão na hora para apitar. O resto todos já sabem e virou história.