Minha e do "Chacrinha" (Valério).

               Era 1970,  num final de semana em que estava ocorrendo a NAE, no Colégio Naval em Angra dos Reis (RJ). Os atletas que lá estavam podem lembrar alguma coisa, mas, o mais pitoresco foi depois.
            Resolvemos eu e o Haag irmos até o Colégio Naval, para assistirmos às finais da competição naquele fim de semana. Eu não fazia parte do time de futebol, porque o técnico achou que eu deveria ficar na Escola para estudar, pois não estava indo bem nas provas e, como já era repetente, ele se preocupou comigo e, assim,, não deixou eu ir. Mas mesmo assim decidi que iria para prestigiar os colegas. Só não contava com a situação de ficar de serviço, justamente naquele fim de semana, faria plantão na pérgula. Foi quando planejei pedir ao Chacrinha (Valério) para ficar no meu lugar, mesmo sem troca. Quando passasse o "ronda", era só ele dar o meu número e meu nome, pois estaria escuro e, vestindo a japona, não daria para ver o nome no crachá. Fomos eu e Haag de caronas pelas estradas até Angra dos Reis, debaixo de um temporal.
            Mas, por infelicidade minha e por "cristalização" do Chacrinha, quem apareceu fazendo ronda naquela noite foi o "frango" Ten Goes que, por sinal, conhecia muito bem o Chacrinha. E não é que na hora de dar o nome ele cristalizou e acabou dando mesmo o meu nome e número? Logo o Ten Goes pegou a tentativa de golpe. Eu e Haag fomos obrigados a voltar para Campinas, quando o Chefe da Delegação da EsPCEx foi informado da nossa presença irregular no Colégio Naval. E isso me rendeu uma detenção.
            É bom recordar momentos marcantes aos companheiros atletas que lá estavam, como a guerra de "hidráulica" nos alojamentos do CN, em uma daquelas noites, e que eu e o Haag ainda tivemos o privilégio de participar.
            Recordar é viver! Abraço a todos.