Aluno passava (e ainda passa) por cada situação...
Num fim de semana em que milagrosamente não estava de serviço ou punido, resolvi sair, duro de grana, a dar uma volta na região do Castelo. Por graça do destino, dei de encontro com uma criatura também sem rumo e, depois de um papo de cerca-lourenço, consegui convencê-la para que fôssemos para um local de matadouro meio impróprio, mas era o disponível: atrás da Casa do Laranjeira. Fomos direto ao objetivo final, sem meneios de aquecimentos ou alongamentos. Eu estava radiante. Uma abertura na exposição: era meio difícil para mim obter o elemento de desejo do modo prático: não tinha dinheiro e nunca gostei de bordel. Voltando ao tema central: então estávamos lá, nos fundos da tal casa, não mais que um beco escuro e nas condições excepcionais para a dita conjunção carnal: eu, de calça aberta e ela de saia erguida, sem o aparato protetor das intimidades. E veio a desgraça. Quando nos juntamos e íamos começar o trabalho, aparece uma figura humana masculina, mais conhecida como aluno de Prep. Até agora não entendo porque aquele infeliz foi aparecer logo no momento solene, clímax de uma conversa besta e condução ao prazer quase proibitivo. A garota se apavorou, tratando de se recompor e se foi, voando dali. E eu fiquei olhando para o "mui amigo" que também se volatilizou da área. O inimigo muitas vezes está muito mais próximo do que se imagina. Olhei para meu triste complemento e me arrumei. Nada a fazer, a não ser praguejar contra o intrometido. Voltei para a escola com o saco todo empelotado, dolorido, andando meio de lado. Ô noite aquela.
Nem sei quem foi o demolidor de vontades alheias. Melhor assim. E também não tive mais chance com a dita guria. Aluno, aluno....