Sd - R2

               Soldado – reservista de “segunda categoria”!
               Eis a alta “patente” que ostentamos nós, os que não seguiram a carreira militar.
               É humilhante a gente pensar que, depois de 2 ou 3 anos engolindo gás lacrimogêneo e fazendo maneabilidade com o Tatton e, mais ainda, tendo enfrentado com louvor o curso de “QuémMandos” do valente Ten. Quém-Quém, acabamos ficando abaixo de um “reco” que passou um único ano na CCS cortando a grama e encerando corredores.... Acho que, pelo menos, uma primeira categoria nós merecíamos!
               Imagino que Sd-R2 deve estar mais ou menos enquadrado naquela definição de “bicho”, que éramos obrigados a responder de pronto, quando indagados por um calouro ou veterano:
               - O que é um bicho????
               - Bicho é o sub-nitrato do pó de m..... do cavalo manco do bandido que morreu no trailer do filme!
               Lembram-se disso?
               Eu reconheço que não tinha a mínima vocação para a vida militar. Era um moleque “baseado” e “ponderador”, características certamente não apreciadas nas forças armadas. Obediência incondicional só mesmo para com a minha mãe, que tinha o ânimo disciplinador de um sargento da Legião Estrangeira Francesa, mas, mesmo assim, só até os 12 anos.
              Mas, os anos da Prep foram inesquecíveis e me proporcionaram inestimáveis lições de vida que jamais teria tido em uma escola convencional.
               Estive em 1969 na A5 e,  em 1970, na B6, salvo engano. Como a falta de vocação era evidente, no fim de 1970 o Cap. Angelo Dizioli, um educador acima de tudo, chamou a mim, ao Janiake e ao Alcir Pécora para nos aconselhar a desistirmos da vida militar. O Janiake, que já havia fechado em tudo, como sempre, informou que já pedira desligamento e aguardava o despacho do comandante. Eu e o Alcir ainda estávamos pendurados no TC de Quimica. Passamos e nos desligamos. Fomos concluir o colegial juntos, em um curso noturno, onde ensinavam apenas o que já sabíamos (acho que sabíamos mais que os professores). O Alcir seguiu a vida acadêmica na Unicamp, tendo sido Diretor do Instituto de Estudos da Linguagem.
               Eu comecei a trabalhar ainda em 1971, aos 17 anos e consegui ser admitido como trainee de programação de computadores, profissão muito valorizada na época, na qual fiquei por uns onze anos, trabalhando com sistemas operacionais e linguagens de baixo nível (assembler), uma espécie de trabalho de “nerd escovador de bits”. Depois fui para a área gerencial e de desenvolvimento de sistemas, e, há bem mais de vinte anos, parti para a empresa própria, com a qual estou até hoje (indústria mecânica de equipamentos especiais, sob projeto, para vedação dinâmica de equipamentos rotativos). É uma pequena empresa, não quisemos crescer porque o risco aumenta muito. Cursei Administração e Direito e fiz algumas pós-graduações, inclusive o curso de Politica e Estratégia da ADESG.
               Sigo morando em Campinas e, se alguém estiver nas proximidades, será um prazer revê-los e tomarmos um café ou um chope. O celular é 19 – 8111.8556 e o email augusto@scorza.com.br
               Um forte abraço a todos
               Augusto Scorza – Sd R2