O "Especial", ou os "Especiais", eram os ônibus fretados pelos próprios cadetes, tendo como destino semanal cidades próximas, como Rio de Janeiro e São Paulo e, nos grandes licenciamentos, os locais mais distantes, como o gauchal e o aratacal. Estes, quando retornavam do seu destino, eram premiados com o dobrado "QUATRO DIAS DE VIAGEM", na formatura geral do dia seguinte ao término do licenciamento, geralmente às segundas-feiras. Que "vibração e alegria" voltar do licenciamento! Arre!!!
Levavam, para o merecido lazer semanal, quem possuía residência paterna próxima e muitos ”laranjeiras” a reboque.
Era um alento embarcar num "Especial”, seja para um glorioso fim de semana revendo familiares, parentes, namorada e amigos ou mesmo só passeando, num licenciamento muitas vezes após seis meses de confinamento na AMAN ou mesmo na EsPCEx.
Resgatar aqueles momentos de alegria, confraternização e de muita solidariedade era uma obrigação nossa.
Vai, nestas linhas, uma singela homenagem aos valentes integrantes da turma A-8 da EsPCEx que, neste 28 de Fevereiro de 2009, completaram 40 ANOS "dos bons tempos" que já se foram.
Também aos amigos que ficaram pelo caminho e hoje servem ou já serviram à Pátria, com o mesmo denodo que encarávamos as aulas do Souza Lobo ou de Inglês do "Pistoleiro", na qual a dupla do Maranhão sempre dava “banho” em pronúncia.
Saudades dos Crepúsculos na biblioteca, dos acampamentos na Fonte Sônia, de um certo militar que toda vez que estava de serviço de Oficial-de-Dia acontecia algo de grave na Prep. Do nosso primeiro comandante de companhia - o então Cap Sant’ana até os tenentes.
O Nick, aonde anda?
Mais do que tudo, vale lembrar: o 206 - Rihel; 240 - ??; 260 - Santa Cruz (já falecido); 266 - Gimenez; 275 - Rubens; 276 - Puente; 281 - Mendanha; 405 - Otto; 406 - Lourencini; 408 - Euler; 409 - Azevedo; 4-"0"-10 - Santos; 413 - Eu; 415 - Silveira; 417 - J.G.Durães; 418 - Gonçalves; 419 - Fonseca; 420 - Juarez; 421 - Lencarte; 422 - Fortes; 424 - Ocleys; 428 - Goldbarg; 429 - Montenegro; 430 - Saldanha; 434 - Vargas; 435 - Moro; 438 - Erthal; 439 - Izakson e o 440 - Oliveira Freitas e, também, o Jacaré, Pé na Cova, Pituca, X-9, Tatuzinho, Pombo, macaco Azevedo, Formigão, Minhoca, Cachorreli, Bló, Cascavel, Grosinho, Branca de Neve, Soneca, o Aparecido, Blim-Blim, a Veia, todos da única turma do 1º ano que conseguiu bater os veteranos no Quadro de Honra.
Recordar aqueles tempos é homenagear a todos que nos cercavam e instruíram: o então Cap Sant’ana, Ten Kneipp, Cap Acauan ("viu, tchê, só porque tu és meu peixe, vais ficar 30 dias detido, viu, Dragãozinho?..”), o Ten Oziel, o Cap Tatton (“oh!! mocorongo, aí neném..."), o Quém-Quém , o Reizinho da banda , o professor Klava, o Pires, o professor Casa Velha e os sete anos de pastor em que Jacó serviu Labão, pai de Raquel, serrana bela; mas não servia ao pai, servia a ela, que a ela só por prêmio pretendia,
As comparações de um certo comandante de companhia para intimidar os alunos (“hoje arrumas mal a cama, amanhã estarás assaltando um banco, viu, tchê?...”) e outras mais, do esperômetro para férias ou licenciamentos, das compras da calça Lee e da camisa Polo do “seu” Silva..... daquela personagem que tirava a roupa defronte ao posto de guarda perto da vila dos oficiais (eu nunca vi!!!) e até do reparal quando vinham com aqueles “bizús” furados para a VC de Descritiva do Souza Lobo, coisas do 245 - Sato.
Bom, agora é só recordar aqueles tempos.